Mais importante do que a análise dos números, no entanto, é observar os efeitos que a realização de todos esses torneios tem sobre o tênis brasileiro. Até agora, parecem ser bastante positivos.
Mesmo não sendo o objetivo principal dos futures, eles deram oportunidade para tenistas que já pertencem a um nível challenger conquistarem pontos e completarem a transição para os torneios maiores. Foi o caso de Ricardo Hocevar, André Ghem, Rogério Dutra Silva e do uruguaio Marcel Felder, que após jogarem alguns futures no Brasil estão de volta aos challengers. Hocevar já foi vice em Bogotá, enquanto Ghem já coleciona duas quartas-de-final. Rogerinho e Felder ainda não tiveram o mesmo impacto, que deve acontecer a qualquer momento.
Ricardo Hocevar: dos futures para vice de challenger
Já uma faixa etária abaixo, André Miele e Daniel Silva utilizaram esses torneios para terem certeza de que pertencem aos challengers. Miele conquistou dois títulos e, logo em seguida, chegou à semi-final do challenger de Bogotá, derrotando grandes nomes como Sebastian Decoud e Alejandro Falla. Daniel, por sua vez, jogou apenas dois futures, perdendo a decisão em ambos para seu irmão Rogério. Em Manta, fez quartas-de-final.

André Miele: dois títulos na temporada
Outros tenistas de idade já avançada para os futures melhoraram muito o nível de jogo com esses torneios, vislumbrando vôos mais altos na carreira. É o caso de Eric Gomes e Rodrigo Guidolin, que conquistaram o primeiro título da carreira, e Alexandre Bonatto, Rodrigo Grilli e Leonardo Kirche.
O grande êxito desses torneios, no entanto, é o crescimento dos jovens tenistas. Aquele argumento que o Brasil possui poucos torneios já não cola mais. Marcelo Demoliner, Fernando Romboli, Nicolas Santos, Rafael Camilo, entre outros, têm nesses futures a oportunidade de crescerem como tenistas, e a estão agarrando com unhas e dentes.
Por fim, tenistas com 18, 17, 16 e até 15 anos já conseguem pontos na ATP, o que é muito importante para conseguirem ir longe na carreira. Méritos da Confederação Brasileira de Tênis, que além de ter conseguido tantas datas junto à ITF, tem realizado inúmero CNIP, torneios para juvenis que valem convites em quase todos os futures da temporada. Ídio Escobar, André Cury, Lucas Lopasso, José Pereira, Leandro Ribeiro e Charles Costa são apenas alguns exemplos de jovens que foram beneficiados pelo esforço conjunto de confederação, patrocinadores, treinadores, pais e, claro, os próprios tenistas.
Por tudo isso, a primeira leva de futures no Brasil foi muito proveitosa, e a segunda, que se inicia amanhã, tem tudo para ser ainda melhor. Quem agradece é o tênis brasileiro, que segue em plena evolução.
0 respostas Até agora ↓
Ainda não há comentários... chute o balde preenchendo o formulário abaixo.